Privacidade e isolamento
Faz parte do desenvolvimento Querer o quarto fechado, ter um mundo próprio, contar menos aos pais.
Sinais que exigem atenção Deixar de sair, cortar os amigos e abandonar o que antes gostava de fazer.
Um espaço de escuta sem julgamento para adolescentes lidarem com identidade, ansiedade, relações e os desafios dessa fase de transição.
A adolescência é feita de mudanças rápidas, e quase todas fazem parte do desenvolvimento. O que diferencia o esperado do sofrimento é a intensidade, a duração e o quanto aquilo atrapalha a vida do adolescente. Abaixo, seis situações comuns e o que costuma exigir atenção.
Faz parte do desenvolvimento Querer o quarto fechado, ter um mundo próprio, contar menos aos pais.
Sinais que exigem atenção Deixar de sair, cortar os amigos e abandonar o que antes gostava de fazer.
Faz parte do desenvolvimento Irritação e oscilações de humor ao longo da semana.
Sinais que exigem atenção Tristeza ou irritação que dura semanas e não cede.
Faz parte do desenvolvimento Discutir regras, testar limites, discordar dos pais.
Sinais que exigem atenção Conflito diário, agressividade ou rompimento total do diálogo.
Faz parte do desenvolvimento Dormir muito no fim de semana, comer em horários irregulares.
Sinais que exigem atenção Insônia, noite virada em dia no celular, mudança brusca de apetite.
Faz parte do desenvolvimento Uma prova ruim, uma fase mais desanimada com os estudos.
Sinais que exigem atenção Queda sustentada no rendimento, recusa de ir à escola, isolamento dos colegas ou relatos de bullying.
Faz parte do desenvolvimento Preocupação com a aparência e com pertencer ao grupo.
Sinais que exigem atenção Autocrítica severa alimentada pela comparação nas redes, sentir-se um peso.
Nada aqui é diagnóstico - são situações que, quando persistem, merecem uma conversa. Se houver menção a se machucar ou a não querer mais viver, procure ajuda imediata: CVV 188 (24 horas) ou o pronto-socorro mais próximo. Nesses casos, o cuidado não espera agendamento - veja os canais para situações de crise.
O atendimento de adolescentes no CDIF segue quatro etapas: conversa com os responsáveis, primeiro encontro com o adolescente, o combinado de sigilo e o acompanhamento. A diferença em relação ao atendimento infantil está em quem ocupa o centro do processo - aqui, o próprio adolescente.
Agendar conversa inicial
Um primeiro contato pelo WhatsApp para entender o contexto e combinar como o adolescente será informado. Ele precisa saber que vai a uma consulta - levar de surpresa costuma custar caro no vínculo.
Parte da sessão acontece a sós com ele. Não há obrigação de falar de tudo no primeiro dia: o começo do processo é sobre construir confiança.
O que ele traz nas sessões fica entre ele e a psicóloga, conforme o Código de Ética Profissional do Psicólogo. As regras são explicadas para os dois lados logo no início.
Sessões contínuas, com encontros periódicos de orientação aos responsáveis - e o adolescente sabe de antemão o que será conversado nesses encontros.
Recusar é a resposta mais comum, e quase nunca significa que ele não precisa. Por trás do "eu não preciso disso" costuma haver medo de ser julgado, de virar o problema da família ou de perder o pouco de privacidade que sente ter. A forma como o assunto é conduzido em casa muda bastante a chance de ele aceitar.
Se a recusa continuar: os responsáveis podem começar por uma orientação parental ou pela terapia familiar. A psicóloga trabalha com a família enquanto o adolescente não se sente pronto, o que costuma mudar o clima em casa e abrir espaço para ele aceitar mais adiante.
Cada processo é único, mas alguns temas aparecem com frequência no atendimento de adolescentes. A terapia não percorre todos ao mesmo tempo: o caminho é definido com o próprio adolescente, a partir do que ele traz e do que a família observa.
Quando o tema pede outro caminho: se a dúvida principal é de diagnóstico ou de dificuldades de atenção e aprendizagem, quem investiga é a avaliação neuropsicológica. Autismo (TEA) e TDAH, TOD e regulação têm páginas próprias, com o que muda na adolescência. Antes dos 12 anos, o acompanhamento acontece na psicologia infantil - e, ao completar 18, o processo pode seguir na psicoterapia para adultos.
Conheça as profissionais que acompanham crianças, adolescentes e famílias no CDIF, em abordagens reconhecidas pelo Conselho Federal de Psicologia.