Avaliação neuropsicológica em Curitiba

Para investigar TDAH, autismo, altas habilidades e queixas de memória

O CDIF realiza avaliação neuropsicológica presencial em Curitiba, no Jardim das Américas, para crianças a partir de 2 anos e meio, adolescentes, adultos e idosos. O laudo é entregue de 7 a 21 dias após a última sessão, em sessão de devolutiva.

Atendimento presencial

Quando a avaliação neuropsicológica é indicada

A avaliação neuropsicológica é indicada diante de hipótese de TDAH, TEA ou altas habilidades, de dificuldade escolar que não cede e de queixas de memória e atenção na vida adulta. No CDIF, em Curitiba, a maior parte chega encaminhada por neurologista ou psiquiatra, e depois pela escola. A investigação parte de uma hipótese, nunca de um veredito.

  • Hipótese de TDAH

    Desatenção, impulsividade e desorganização que atrapalham a escola, o trabalho e a rotina. Vale para criança, adolescente e adulto.

    • Desatenção e desorganização que já apareciam na infância
    • Impulsividade que atrapalha a convivência em casa, na escola ou no trabalho
    • Rendimento abaixo do esperado apesar do esforço
  • Hipótese de TEA (autismo)

    Sinais de autismo que precisam de medidas objetivas para compor o diagnóstico clínico. A procura de adultos com essa hipótese cresceu no CDIF.

    • Dificuldade persistente na interação e na comunicação
    • Rotinas rígidas e sensibilidade a som, luz, textura ou toque
    • Adulto que buscou avaliação depois de investigar um filho
  • Dificuldade de leitura, escrita ou matemática

    Desempenho escolar muito abaixo do esperado para a série. A avaliação separa defasagem de conteúdo de transtorno específico de aprendizagem.

    • Lê ou escreve abaixo do que a série pede
    • Já fez reforço escolar e a defasagem continuou
    • A hipótese de dislexia ou discalculia nunca foi investigada
  • Queixa de memória no adulto e no idoso

    Esquecimento frequente ou declínio percebido pela própria pessoa ou pela família, que pede medida objetiva antes de qualquer conduta.

    • Esquecimentos que aumentaram nos últimos meses
    • Dificuldade nova para organizar contas, remédios ou compromissos
    • O geriatra ou o neurologista pediu medida objetiva antes de decidir
  • Investigação de funções executivas

    Planejamento, organização e controle de impulso abaixo do esperado para a idade. É um dos motivos de procura mais frequentes no CDIF, com ou sem hipótese diagnóstica definida.

    • Não conclui tarefas que exigem várias etapas
    • Perde prazos, materiais e compromissos com frequência
    • Precisa de lembrete constante para tocar a própria rotina
  • Suspeita de altas habilidades

    Desempenho muito acima da média pede medida formal de inteligência. O objetivo é o perfil cognitivo inteiro: força em uma área convive com dificuldade em outra.

    • Desempenho muito acima da média em uma área específica
    • Tédio em aula e perfeccionismo lidos como indisciplina
    • A escola pede um documento para organizar o enriquecimento

Dificuldade de aprendizagem tem dois momentos: a avaliação investiga a causa; o trabalho semanal com a criança acontece na psicopedagogia clínica. Os dois costumam caminhar juntos, e é comum a família começar por um e seguir para o outro.

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Avaliação neuropsicológica em Curitiba: como funciona na prática

A avaliação neuropsicológica é um exame do funcionamento cognitivo. Mede atenção, memória, linguagem e funções executivas com instrumentos validados pelo SATEPSI, compara o desempenho com médias por idade e escolaridade e conclui em um laudo com hipótese diagnóstica. No CDIF é presencial, a partir de 2 anos e meio.

O que a avaliação neuropsicológica avalia

A avaliação neuropsicológica mede atenção, memória, linguagem e funções executivas, e avalia o emocional e o social junto. Nenhuma conclusão sai de um teste isolado: é a correlação entre as áreas que separa desatenção de ansiedade, ou dificuldade de leitura de defasagem de conteúdo.

Função O que é avaliado Como costuma aparecer no dia a dia
Atenção Concentrada, dividida e alternada Perde o fio no meio da tarefa e não sustenta o foco em aula ou em reunião
Memória Operacional de trabalho, episódica e semântica Esquece a instrução recém-dada e não retém o que acabou de ler
Funções executivas Flexibilidade cognitiva e controle inibitório Não planeja as etapas, responde por impulso e trava quando a regra muda
Linguagem Compreensão e uso da linguagem no dia a dia Entende no sentido literal, troca palavras e não acompanha instrução longa
Emocional e social Avaliados junto com as demais funções Ansiedade e humor podem imitar desatenção, e a correlação separa uma coisa da outra

Quem pode fazer avaliação neuropsicológica e quem assina o laudo

A avaliação neuropsicológica é conduzida por psicólogo com formação em neuropsicologia: a aplicação e a interpretação de testes psicológicos são atribuição do psicólogo, e o laudo é documento profissional elaborado conforme a Resolução CFP 06/2019.

No CDIF, a aplicação fica com psicólogas registradas no CRP-08 e toda avaliação tem supervisão e assinatura da neuropsicóloga Vanessa Castro, CRP-08/09833, responsável técnica da clínica. Na maior parte dos casos atendidos aqui, foi o próprio neurologista ou psiquiatra quem pediu a avaliação para fechar o raciocínio clínico.

A partir de que idade a avaliação pode ser feita

A avaliação neuropsicológica pode ser feita a partir de 2 anos e meio, e não há idade máxima: o CDIF avalia crianças, adolescentes, adultos e idosos. O que muda com a idade é o protocolo, não a existência do exame.

Com crianças pequenas, a avaliação se apoia mais em atividades e jogos, que sustentam a atenção pelo tempo necessário sem transformar a sessão em prova. Com adultos e idosos, o peso vai para tarefas de desempenho e para inventários respondidos por quem convive de perto.

Avaliação neuropsicológica em adultos e idosos

A avaliação neuropsicológica em adultos é uma procura que cresceu no CDIF. Os motivos mais frequentes são hipótese de TDAH que nunca foi investigada, sinais de autismo percebidos só na vida adulta e queixa de memória e atenção. É comum a pessoa reconhecer em si o que estava investigando em um filho e procurar a avaliação em seguida.

No idoso, a queixa costuma ser esquecimento que aumentou nos últimos meses, notado pela própria pessoa ou pela família. A avaliação entrega ao médico a medida objetiva que a consulta não produz e funciona como linha de base: havendo reavaliação, é a comparação entre as medidas que mostra o ritmo da mudança.

Quantas sessões tem e quanto tempo dura a avaliação

Depois da entrevista inicial, a testagem leva em média 10 sessões de 45 minutos ou 5 sessões de 90 minutos. Uma delas é reservada para ouvir a escola ou o cônjuge, que respondem inventários e questionários sobre o que observam.

O laudo é entregue de 7 a 21 dias após a última sessão, em sessão de devolutiva. O calendário exato é fechado na entrevista inicial, conforme a idade do avaliado e a hipótese investigada.

  • 2 anos e meio idade mínima atendida A faixa vai de 2 anos e meio até idosos, e o protocolo muda conforme a idade.
  • 10 ou 5 sessões de testagem Em média 10 sessões de 45 minutos ou 5 de 90 minutos, depois da entrevista inicial.
  • 7 a 21 dias para o laudo ficar pronto Contados a partir da última sessão. A entrega acontece na devolutiva.
  • Presencial modalidade da avaliação A testagem exige manuseio de material físico e acontece na clínica; o formato das demais etapas é combinado no primeiro contato.

De quanto em quanto tempo a avaliação precisa ser refeita

Laudo não tem validade eterna, e o intervalo depende da finalidade. Para fins clínicos, a referência é de cerca de dois anos. Em crianças e adolescentes o CDIF recomenda reavaliação em um ano, porque o desenvolvimento cognitivo é rápido e o retrato envelhece depressa. Em quadros neurodegenerativos, a reavaliação é mais frequente, de seis meses a um ano, para acompanhar a progressão.

A avaliação neuropsicológica fecha o diagnóstico?

O laudo neuropsicológico descreve o funcionamento e conclui com uma hipótese diagnóstica. Fechar um diagnóstico de forma assertiva exige equipe multidisciplinar, médico especialista e psicólogo especialista, porque a mesma queixa pode ter origens diferentes e o caminho do tratamento muda conforme o caso.

É por isso que a medida objetiva vem antes da conduta. O Censo Demográfico 2022, do IBGE, identificou 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista no Brasil, o equivalente a 1,2% da população residente. Já o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde estima a prevalência de TDAH em 7,6% entre crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. São condições frequentes, e frequência alta é exatamente o que torna perigoso concluir sem medir.

TEA: IBGE, Censo Demográfico 2022 - Pessoas com Deficiência e Pessoas Diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista, resultados preliminares da amostra, divulgados em maio de 2025. TDAH: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do TDAH, Portaria Conjunta nº 14, Ministério da Saúde e Conitec.

Avaliação neuropsicológica ou ressonância: o que cada uma mostra

Exame de imagem, avaliação neuropsicológica e consulta médica respondem perguntas diferentes: a ressonância mostra a estrutura do cérebro, a avaliação mede o funcionamento e o médico fecha o diagnóstico. É a confusão mais comum de quem chega encaminhado:

  • Ressonância e eletroencefalograma mostram a estrutura do cérebro e são pedidos pelo médico
  • A avaliação neuropsicológica mede o funcionamento, pelo desempenho em testes padronizados
  • O neurologista e o psiquiatra fecham o diagnóstico e definem a conduta, com o laudo em mãos
  • A avaliação psicológica investiga o emocional e o comportamento, com uso maior de inventários

Quando a dúvida é sobre o emocional e não sobre a cognição, o caminho é a avaliação psicológica; quando é sobre o processo de aprender na escola, a avaliação psicopedagógica.

Para que serve o laudo depois de pronto

O laudo neuropsicológico descreve como a pessoa funciona, área por área, com pontos fortes, dificuldades e recomendações práticas, além de gráficos que facilitam a leitura por quem não é da área. É o que permite à escola adaptar o ensino, ao médico ajustar a conduta e às terapias ganharem direção.

Concluída a avaliação, o laudo pertence ao avaliado e à família, que podem utilizá-lo nos contextos que julgarem necessários. O que o CDIF não faz é conduzir avaliação cujo objetivo seja exclusivamente produzir documento para uma finalidade específica: o foco é clínico, e o produto é a descrição técnica dos achados.

Onde fazer avaliação neuropsicológica em Curitiba

A avaliação acontece na sede do CDIF, R. Cel. Alfredo Ferreira da Costa, 1160, Jardim das Américas, em Curitiba. O atendimento é de segunda a quinta das 8h30 às 20h e na sexta das 8h30 às 17h30. Quem vem de outra cidade costuma escolher o formato de 90 minutos, que concentra a testagem em menos deslocamentos.

Equipe do CDIF em atendimento na clínica, em Curitiba Equipe do CDIF reunida
A clínica

A clínica que faz avaliação neuropsicológica em Curitiba

A avaliação neuropsicológica do CDIF é conduzida por psicólogas registradas no CRP-08, em Curitiba.

O CDIF, Centro de Desenvolvimento Infantil e Familiar, reúne neuropsicologia, psicologia e psicopedagogia na mesma estrutura e atende em Curitiba desde janeiro de 2004. Toda avaliação neuropsicológica tem supervisão e assinatura da neuropsicóloga Vanessa Castro (CRP-08/09833), fundadora e diretora, psicóloga desde 2002. Também conduzem avaliações Alyne Nowacki (CRP-08/18050), Maria Cecília (CRP-08/37464) e Júlia Hoeltgebaum (CRP-08/47936).

  • Avaliação neuropsicológica
  • Avaliação psicológica
  • Avaliação psicopedagógica
  • Reabilitação neuropsicológica
  • Instrumentos validados pelo SATEPSI
  • Laudo conforme a Resolução CFP 06/2019
Conheça a história do CDIF

Supervisão e assinatura da responsável técnica

Toda avaliação do CDIF é supervisionada e assinada pela neuropsicóloga Vanessa Castro.

Avaliação e reabilitação na mesma clínica

Quando o laudo indica trabalho de estimulação cognitiva, a família não recomeça a busca do zero.

Em Curitiba desde 2004

O CDIF avalia crianças, adolescentes, adultos e idosos desde janeiro de 2004.

Instrumentos validados pelo SATEPSI

Acervo de testes de uso restrito do psicólogo, escolhidos conforme a idade e a hipótese.

Como funciona

O processo da avaliação neuropsicológica, etapa por etapa

A avaliação neuropsicológica em Curitiba tem quatro etapas: primeiro contato pelo WhatsApp, entrevista inicial, sessões de testagem e devolutiva. Nenhum teste é aplicado antes da entrevista, e o laudo é entregue de 7 a 21 dias após a última sessão.

Agendar conversa inicial
Psicóloga do CDIF segurando um tablet, sorrindo, com árvore desenhada na parede ao fundo
  1. Primeiro contato pelo WhatsApp

    A recepção explica como a avaliação funciona, informa o valor e o cronograma de sessões e agenda a entrevista inicial. É aqui que se confirma se a avaliação neuropsicológica é o caminho que o caso pede.

  2. Entrevista inicial na clínica

    Uma sessão com o adulto avaliado ou com os pais: histórico de desenvolvimento, queixa atual, escola ou trabalho e o que já foi investigado antes. É aqui que a hipótese a testar fica definida.

  3. Sessões de testagem, presenciais

    Em média 10 sessões de 45 minutos ou 5 de 90 minutos, com instrumentos validados pelo SATEPSI. Uma delas é reservada para ouvir a escola ou o cônjuge, que respondem inventários e questionários.

  4. Devolutiva com a entrega do laudo

    O laudo sai de 7 a 21 dias após a última sessão e é entregue em sessão, nunca por e-mail sem conversa. A neuropsicóloga percorre cada área avaliada e mostra habilidades e dificuldades.

Outras cidades

Avaliação neuropsicológica nas cidades da região metropolitana

A avaliação do CDIF é presencial, na sede em Curitiba. Veja o que muda no deslocamento e no cronograma de sessões para quem vem de cada cidade.

Dúvidas de quem vai fazer a avaliação neuropsicológica em Curitiba

As perguntas que mais chegam antes do agendamento: onde é, se dá para fazer online, a partir de que idade, quantas sessões tem, quem conduz e assina o laudo, e por quanto tempo ele vale. As respostas são orientações gerais, e cada avaliação é planejada caso a caso.

Onde o CDIF atende em Curitiba?

Na R. Cel. Alfredo Ferreira da Costa, 1160, no Jardim das Américas, o bairro do câmpus Centro Politécnico da UFPR. O atendimento é de segunda a quinta das 8h30 às 20h e na sexta das 8h30 às 17h30. O primeiro contato é pelo WhatsApp e o endereço completo está em contato.

A avaliação neuropsicológica pode ser feita online?

A testagem é presencial, e o motivo é técnico: parte dos instrumentos precisa ser manuseada pelo avaliado, com material físico e tempo cronometrado, e isso não se reproduz por vídeo. O formato de cada etapa é combinado no primeiro contato, e quem vem de outra cidade costuma escolher as sessões mais longas, que concentram a testagem em menos deslocamentos.

Adulto e idoso também fazem avaliação neuropsicológica?

Sim, e é uma procura que cresceu no CDIF. Nos adultos, os motivos mais frequentes são hipótese de TDAH, sinais de autismo percebidos só na vida adulta e queixa de memória e atenção. Muita gente chega depois de reconhecer em si o que investigava em um filho. Nos idosos, a queixa costuma ser esquecimento que aumentou, e a avaliação dá ao médico a medida objetiva que a consulta não produz.

Meu filho ainda é pequeno. Já dá para avaliar?

A partir de 2 anos e meio, e sem limite superior de idade: o CDIF avalia crianças, adolescentes, adultos e idosos. O que muda com a idade é o protocolo. Com crianças pequenas, a avaliação se apoia mais em atividades e jogos; com adultos e idosos, em tarefas de desempenho e em inventários respondidos por quem convive.

São muitas sessões? Meu filho vai aguentar?

Depois da entrevista inicial, a testagem leva em média 10 sessões de 45 minutos ou 5 sessões de 90 minutos, sempre presenciais. Uma delas é usada para ouvir a escola ou o cônjuge. O laudo é entregue de 7 a 21 dias após a última sessão, em sessão de devolutiva. O calendário exato é fechado na entrevista inicial, conforme a idade e a hipótese investigada.

Dá para fazer a avaliação em uma sessão só?

No CDIF, não. Uma avaliação neuropsicológica percorre atenção, memória, linguagem e funções executivas, e ainda avalia o emocional e o social para correlacionar os achados. Isso não cabe em um encontro. Uma sessão isolada é uma sessão de testagem, não uma avaliação completa: é por isso que o processo tem entrevista, série de testagem e devolutiva.

Qualquer psicólogo pode fazer essa avaliação?

A avaliação neuropsicológica é conduzida por psicólogo com formação em neuropsicologia. No CDIF ela é feita por psicólogas registradas no CRP-08 e toda avaliação tem supervisão e assinatura da neuropsicóloga Vanessa Castro, CRP-08/09833, responsável técnica da clínica. O laudo é um documento do psicólogo, elaborado conforme a Resolução CFP 06/2019.

Neurologista, psiquiatra ou neuropsicólogo: quem devo procurar?

Neurologista, psiquiatra e neuropsicólogo têm papéis que se completam. Neurologista e psiquiatra são médicos: diagnosticam e prescrevem. O neuropsicólogo é psicólogo especializado em medir as funções cognitivas com testes padronizados, aquilo que a consulta médica não mede. Na maior parte dos casos atendidos aqui, foi o próprio médico que pediu a avaliação para fechar o raciocínio clínico.

Preciso de encaminhamento médico para agendar?

Não é obrigatório. A maior parte das famílias chega encaminhada por neurologista, psiquiatra ou pela escola, mas a procura também parte da própria pessoa ou dos pais. Na entrevista inicial se confirma se a avaliação neuropsicológica é o caminho indicado, ou se o caso pede a avaliação psicológica.

Quais testes são usados na avaliação?

O CDIF trabalha com um acervo de instrumentos validados pelo SATEPSI, o sistema do Conselho Federal de Psicologia que atesta os testes de uso restrito do psicólogo, escolhidos conforme a idade e a hipótese. A avaliação não usa exame de imagem: ressonância e eletroencefalograma mostram a estrutura do cérebro e são pedidos pelo médico; a avaliação mede o funcionamento, pelo desempenho.

A avaliação neuropsicológica pode dar errado?

A avaliação neuropsicológica não produz um veredito, e sim uma hipótese sustentada por medidas. Três coisas reduzem o risco de leitura equivocada: os instrumentos são validados pelo SATEPSI e comparam o desempenho com médias por idade e escolaridade; nenhuma conclusão sai de um teste isolado, e sim da correlação entre as áreas; e o emocional e o social são avaliados junto, justamente porque ansiedade e humor podem imitar desatenção. O fechamento do diagnóstico é clínico e pede equipe multidisciplinar.

A avaliação fecha o diagnóstico de TDAH ou de autismo?

A avaliação neuropsicológica investiga a hipótese e produz as medidas objetivas que a sustentam ou a descartam. O fechamento do diagnóstico é uma conclusão clínica e, para ser assertivo, pede equipe multidisciplinar: médico especialista e psicólogo especialista. O laudo neuropsicológico costuma ser a peça central desse processo e não substitui a avaliação médica.

Já tenho o diagnóstico. Ainda vale fazer a avaliação?

O diagnóstico diz o nome; a avaliação descreve o funcionamento. Ela mostra, área por área, onde estão as habilidades e onde estão as dificuldades daquela pessoa, o que orienta adaptações na escola, ajustes de conduta com o médico e a direção das terapias. Duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem precisar de encaminhamentos diferentes, e é isso que o laudo torna visível.

Recebi o laudo. E agora, o que faço com ele?

O laudo neuropsicológico orienta escola, médico e terapias: descreve como a pessoa funciona, área por área, com pontos fortes, dificuldades e recomendações práticas, e traz gráficos que facilitam a leitura. Com ele a escola adapta o ensino, o médico ajusta a conduta e as terapias ganham direção. Concluída a avaliação, o laudo pertence ao avaliado e à família. O que o CDIF não faz é conduzir avaliação cujo objetivo seja exclusivamente produzir documento para uma finalidade específica.

O laudo tem validade? Quando é preciso refazer a avaliação?

Não existe validade fixa: depende da finalidade. Para fins clínicos, a referência costuma ser de cerca de dois anos. Em crianças e adolescentes o CDIF recomenda reavaliação em um ano, porque o desenvolvimento cognitivo é rápido e o retrato envelhece depressa. Em quadros neurodegenerativos, as reavaliações são mais frequentes, de seis meses a um ano, para acompanhar a progressão.

Como explico a avaliação para o meu filho?

De forma simples e adequada à idade: que ele vai participar de atividades, jogos, desafios e conversas, para a psicóloga conhecer como ele aprende, pensa e resolve problemas. Diga o nome de quem vai atendê-lo. E evite as palavras "prova" e "teste", que aumentam a ansiedade e a resistência antes mesmo de começar.

O CDIF atende por convênio? Como funciona o pagamento?

O CDIF não trabalha com convênio. A família recebe recibo e, com ele, pode pedir reembolso ou solicitar cobertura ao plano, o que acontece com certa frequência entre quem se atende aqui. O valor e as condições são informados no primeiro contato, junto com o cronograma de sessões. Preço não aparece no site: o Código de Ética Profissional do Psicólogo trata valor como assunto da relação profissional, não como argumento de propaganda.