Vanessa Castro, neuropsicóloga do CDIF, ao lado de um modelo anatômico de cérebro
Intervenção

Reabilitação neuropsicológica

O CDIF, Centro de Desenvolvimento Infantil e Familiar, realiza reabilitação neuropsicológica presencial: o treinamento do cérebro para encontrar novas maneiras de aprender, lembrar, organizar e lidar com o dia a dia.

São sessões de 45 minutos, uma ou duas vezes por semana, com tarefa entre os encontros. A reabilitação não promete cura: o objetivo é mais independência no cotidiano.

O que é a reabilitação neuropsicológica e para que serve

A reabilitação neuropsicológica é um processo de treinamento do cérebro que o ajuda a encontrar novas maneiras de aprender, lembrar, organizar e lidar com os desafios do dia a dia. Diferente da avaliação, que mede e conclui, ela é intervenção continuada.

O objetivo é declarado sem rodeio: não existe cura. O que a reabilitação busca é mais independência e qualidade de vida - sustentar o que ainda responde e tornar o cotidiano mais manejável para a pessoa e para quem cuida dela.

O trabalho não termina na sessão. O paciente leva tarefa para casa, e é a repetição no intervalo que sustenta o ganho - por isso a participação da família importa tanto quanto os 45 minutos no consultório.

Três psicólogas do CDIF juntas, sorrindo, na sala de atendimento da clínica

O que é treinado nas sessões de reabilitação?

É a avaliação que identifica quais áreas precisam ser treinadas, e a reabilitação trabalha exatamente essas. As atividades de estimulação são escolhidas conforme o que a pessoa consegue sustentar. O que entra no treino:

  • Memória - exercitar registrar, reter e recuperar informação
  • Atenção - sustentar o foco, alternar entre tarefas e filtrar o que distrai
  • Funções executivas - planejar, organizar e concluir - inclusive o controle inibitório
  • Linguagem - encontrar as palavras, compreender e se fazer entender
  • Tarefa entre as sessões - o paciente leva atividade para casa, e a repetição no intervalo é parte do trabalho

Quem conduz importa aqui. A Neuropsicologia é uma das especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Psicologia (Resolução CFP 013/2007), e no CDIF a reabilitação é conduzida pela neuropsicóloga Vanessa Castro, CRP-08/09833, responsável técnica da clínica.

Para quem a reabilitação neuropsicológica é indicada

A reabilitação neuropsicológica é indicada para idosos com demência, para quem ficou com sequela cognitiva depois de um acidente, e em quadros de TDAH e TEA. Ela costuma entrar depois de uma avaliação neuropsicológica ou por indicação de um geriatra.

  • Idosos com demência

    O maior público do CDIF na reabilitação. O trabalho estimula as funções que ainda respondem, no ritmo que a pessoa suporta.

  • Sequela de traumatismo após acidente

    Quando um acidente deixou dano neurológico e a memória, a atenção ou a organização do dia não voltaram ao que eram.

  • TDAH

    Treino das funções executivas que sustentam planejar, começar e terminar - o que o cotidiano cobra e o transtorno atrapalha.

  • TEA

    Estimulação das funções cognitivas conforme o perfil de cada pessoa, a partir do que a avaliação identificou.

  • Depois de uma avaliação neuropsicológica

    A porta de entrada mais comum: o laudo mostra onde estão as dificuldades, e a reabilitação trabalha exatamente ali.

  • Por indicação do geriatra

    É frequente o próprio geriatra encaminhar, quando percebe que a queixa cognitiva pede trabalho continuado.

Avaliar e intervir são dois momentos: a avaliação descobre onde a aprendizagem trava e se encerra no parecer; o trabalho semanal com a dificuldade acontece na psicopedagogia clínica. Quem já chega com avaliação em mãos costuma precisar direto da segunda.

Agendar avaliação

Qual a diferença entre avaliar e reabilitar?

Avaliar e reabilitar são etapas diferentes e é comum confundi-las. A avaliação responde "o que está difícil"; a reabilitação trabalha essa dificuldade. Uma mede e termina, a outra treina e continua.

  • Você está aqui

    Reabilitação neuropsicológica

    "Como treinar o que está difícil?"

    É intervenção: trabalha memória, atenção e funções executivas em sessões semanais, com tarefa entre os encontros. Não conclui nada, exercita.

  • Avaliação neuropsicológica

    "O que exatamente está difícil?"

    É investigação: mede as funções cognitivas com testes e termina em um laudo. Costuma vir antes e é ela que diz onde a reabilitação deve atuar.

    Conhecer esta avaliação

Na prática elas se encadeiam: a avaliação identifica quais funções estão preservadas e quais não estão, e a reabilitação parte desse mapa. Sem ele, o treino vira tentativa.

O processo

Como funciona a reabilitação neuropsicológica no CDIF

A reabilitação neuropsicológica no CDIF acontece em quatro etapas, do primeiro contato por WhatsApp ao treino semanal, em sessões presenciais de 45 minutos.

  1. Primeiro contato

    Pelo WhatsApp. Você conta o que está acontecendo, se já houve avaliação ou indicação médica, e recebe as orientações para começar.

  2. O ponto de partida

    A reabilitação parte do que já se sabe: o laudo de uma avaliação neuropsicológica ou o encaminhamento do geriatra. É ele que aponta quais funções trabalhar.

  3. Sessões de treino

    Sessões presenciais de 45 minutos, uma ou duas vezes por semana, com atividades de estimulação de memória, atenção e funções executivas.

  4. Tarefa entre as sessões

    O paciente leva atividade para casa. O que acontece nos 45 minutos não basta sozinho: a repetição no intervalo é parte do método.

Expectativa realista

A reabilitação neuropsicológica tem cura?

Não. A reabilitação neuropsicológica não cura e não devolve a pessoa ao que ela era antes - é uma estimulação que busca melhora nas funções cognitivas. Dizer isso antes de começar é o que permite combinar um objetivo que a família reconheça como real.

O que a reabilitação busca

Melhora no funcionamento cognitivo: sustentar o que ainda responde, treinar o que dá para treinar e tornar tarefas do cotidiano mais manejáveis. É ganho funcional, medido no dia a dia, não reversão do quadro.

Por que o ponto de partida importa

A avaliação neuropsicológica mostra quais funções estão preservadas e quais não estão. Sem esse mapa, o treino vira tentativa: com ele, cada sessão trabalha onde há o que trabalhar.

Equipe

Equipe de Psicólogas da CDIF

Conheça as profissionais que acompanham crianças, adolescentes, adultos e famílias no CDIF, em abordagens reconhecidas pelo Conselho Federal de Psicologia.

Vanessa Castro, fundadora e diretora do CDIF
Fundadora e diretora Vanessa Castro

Vanessa Castro

Fundadora e diretora do CDIF | Neuropsicóloga e psicopedagoga

Fundou o CDIF em 2004 e o dirige desde então. Especialista em Intervenção Cognitiva e Aprendizagem Mediada, com formação em TCC, abordagem sistêmica e nas metodologias PEI e Panlexia.

CRP-08/09833

Perguntas frequentes sobre reabilitação neuropsicológica

As dúvidas abaixo foram levantadas de conversas reais de famílias e pacientes. Questões médicas - medicação, prognóstico, exames - são do médico que acompanha o caso, e não serão respondidas aqui.

A reabilitação neuropsicológica tem cura?

Não. A reabilitação neuropsicológica não promete cura nem devolve a pessoa ao que ela era antes - ela é um treinamento do cérebro para encontrar novas maneiras de aprender, lembrar e organizar o dia. O que se busca é mais independência e qualidade de vida no funcionamento possível hoje.

Quem faz a reabilitação neuropsicológica no CDIF?

A neuropsicóloga Vanessa Castro, CRP-08/09833, psicóloga e psicopedagoga com mais de vinte anos de atuação na área.

Preciso ter feito a avaliação antes de começar?

Em geral sim. A reabilitação costuma partir do laudo de uma avaliação neuropsicológica ou do encaminhamento de um geriatra - é esse ponto de partida que define quais funções serão trabalhadas, em vez de treinar no escuro.

Quantas vezes por semana são as sessões?

Sessões de 45 minutos, uma ou duas vezes por semana. Entre elas, o paciente leva tarefa para casa: a repetição no intervalo é parte do trabalho, não um extra.

A reabilitação neuropsicológica pode ser online?

Não. No CDIF a reabilitação é presencial. As atividades de estimulação dependem do acompanhamento direto de como a pessoa responde durante a tarefa, e não só do resultado dela.

O que é treinado nas sessões?

Memória, atenção e funções executivas - o conjunto que sustenta lembrar, se concentrar, planejar e organizar o dia. As atividades são escolhidas conforme o que a avaliação apontou e o que a pessoa consegue sustentar.