PEI e Panlexia como método
A clínica trabalha com aprendizagem mediada e com metodologia voltada à dislexia.
Para o filho que fala bem, entende tudo, e não entrega por escrito
O CDIF acompanha crianças e adolescentes de Araucária por videochamada, em sessões de psicopedagogia de 45 minutos que trabalham leitura, escrita, raciocínio e organização do estudo. O presencial na sede segue disponível.
A psicopedagoga investiga como a criança aprende, identifica onde o processo trava e trabalha essas habilidades em sessões individuais. Não é reforço escolar: em vez de repetir o conteúdo da aula, a intervenção atua sobre leitura, escrita, raciocínio e organização do estudo, com orientação à família e conversa com a escola.
Boa parte das famílias chega ao consultório encaminhada, sem saber direito o que vem depois. O primeiro passo é entender o que motivou o encaminhamento e como a criança aprende hoje.
Reforço repete o conteúdo que a escola já deu. A psicopedagogia trabalha o processo por trás dele: como a criança lê, escreve, calcula e organiza o que precisa estudar.
Às vezes a queixa exige investigação estruturada antes de qualquer intervenção. Nesse caso, o caminho é a avaliação psicopedagógica, que gera relatório e parecer para orientar escola e família.
O acompanhamento psicopedagógico é um processo individual que investiga como a criança aprende e trabalha as habilidades onde o processo trava. No CDIF, cada sessão dura 45 minutos, presencial ou online, e o plano é construído caso a caso.
A psicopedagogia clínica é a intervenção sobre o processo de aprender: leitura, escrita, raciocínio lógico, memória de trabalho e organização do estudo. Não é aula particular nem reforço, porque não repete o conteúdo da série. Também não é psicoterapia, porque o foco não é o funcionamento emocional, e sim o modo como a pessoa aprende.
O foco do CDIF é criança e adolescente em idade escolar, com ou sem diagnóstico fechado. A procura costuma aumentar a partir dos 6 anos, quando a alfabetização começa e a dificuldade fica visível. No ensino médio e na preparação para provas, o trabalho se concentra em organização dos estudos, planejamento, atenção, memória e funções executivas. Adulto com demanda de aprendizagem é atendido caso a caso, e é situação menos frequente.
A queixa chega quase sempre como nota baixa, mas o que trava muda de área para área. O quadro abaixo resume onde a intervenção atua em cada caso.
| Área | O que costuma travar | O que a intervenção trabalha |
|---|---|---|
| Leitura | Troca de letras, leitura lenta, não entende o que acabou de ler (dislexia) | Consciência fonológica, fluência e compreensão de texto |
| Matemática | Conta nos dedos além da idade esperada, decora sem compreender (discalculia) | Noção de quantidade, operações e resolução de problemas |
| Escrita | Letra ilegível, texto muito abaixo do que fala (disgrafia) | Traçado, ortografia e produção de texto |
| Atenção e organização | Perde material, esquece tarefa, começa e não termina (TDAH) | Rotina de estudo, planejamento e autonomia nas tarefas |
| Alfabetização | Ler e escrever não avança no ritmo da turma | Base alfabética, decodificação e escrita espontânea |
Duas crianças com a mesma nota baixa em matemática podem estar travando por motivos diferentes: uma não consolidou a noção de quantidade, outra entende o conteúdo mas perde o fio no meio do problema. A intervenção só funciona quando parte do que trava naquele caso, e é isso que a investigação inicial faz.
Dificuldade escolar é frequente, e nem toda queixa vem de um transtorno. O Indicador Criança Alfabetizada, do Inep, apontou que 56% das crianças matriculadas no 2º ano do ensino fundamental estavam alfabetizadas em 2023, e a meta do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada é chegar a 80% até 2030. Já o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde estima a prevalência de TDAH no Brasil em 7,6% entre crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Os dois números explicam por que a investigação vem antes: a mesma queixa pode ter origem no percurso escolar ou em um quadro que exige diagnóstico, e o caminho do trabalho muda conforme o caso.
Procurar faz sentido quando a dificuldade persiste apesar do esforço da criança e da família. Os sinais mais comuns entre quem chega ao consultório:
Não é preciso encaminhamento para marcar: a família pode procurar o CDIF diretamente. O encaminhamento de médico, professor ou de outro profissional ajuda a compreender o caso, mas não é exigência para começar.
O acompanhamento acontece por videochamada, com a mesma estrutura do presencial: investigação, plano individualizado e revisão com a família. Para pré-adolescentes e adolescentes o formato funciona bem; com crianças menores, o presencial oferece melhores condições, e a sede da clínica segue disponível para quem prefere ir até lá.
Cada sessão de psicopedagogia tem 45 minutos. A frequência é de uma a duas vezes por semana, principalmente no início, e pode passar a quinzenal conforme o trabalho avança. Não existe número fechado de meses: a duração depende da natureza e da intensidade das dificuldades, do histórico escolar, de fatores emocionais e familiares, e da participação da família e da escola no processo.
Araucária mantém uma rede estruturada, com 65 escolas de ensino fundamental para pouco mais de 21 mil matrículas. Em redes assim, a queixa que mais chega não é a criança que não sabe, é a criança que sabe falando e não entrega por escrito. Isso costuma ser lido como desatenção ou preguiça, quando muitas vezes é dificuldade de organizar a resposta no papel.
Segundo o IBGE Cidades, com base no Censo Escolar do Inep, Araucária tinha 21.590 matrículas no ensino fundamental em 2025, em 65 escolas. O IDEB dos anos iniciais da rede pública foi 5,9 em 2023.
São cerca de 27 km até o Jardim das Américas, distância em que o deslocamento semanal costuma competir com a rotina escolar da própria criança. O acompanhamento online por videochamada resolve isso, com melhor aproveitamento entre pré-adolescentes e adolescentes.
Matrículas, escolas e IDEB: IBGE Cidades, com base no Censo Escolar do Inep.
CDIF, Centro de Desenvolvimento Infantil e Familiar, em atividade desde janeiro de 2004.
O CDIF é uma clínica que reúne psicopedagogia, psicologia e neuropsicologia na mesma estrutura, com profissionais registradas no CRP-08. Na psicopedagogia, isso significa que a investigação, o acompanhamento e, quando o caso pede, a avaliação formal acontecem sob o mesmo teto, sem que a família recomece a busca a cada etapa. A clínica trabalha com as metodologias PEI (Programa de Enriquecimento Instrumental) e Panlexia, esta voltada à dislexia. A responsabilidade técnica é de Vanessa Castro (CRP-08/09833), que fundou e dirige o CDIF desde 2004, e o atendimento psicopedagógico é conduzido por ela e por Alyne Nowacki (CRP-08/18050).
A clínica trabalha com aprendizagem mediada e com metodologia voltada à dislexia.
Quando o caso pede avaliação psicopedagógica ou neuropsicológica, a família não recomeça a busca do zero.
O CDIF acompanha a aprendizagem de crianças e adolescentes desde janeiro de 2004.
Sessões de psicopedagogia de 45 minutos, na clínica ou por videochamada.
Nenhuma intervenção começa antes de entender como aquela criança aprende. O processo vai da conversa inicial com a família até a revisão do plano, passando pela investigação, pela definição do método e pela conversa com a escola.
Agendar conversa inicial
O processo começa com os pais, para compreender a história do desenvolvimento, a escolaridade e as principais dificuldades. Costuma caber em uma sessão; quando o caso pede, marca-se uma segunda.
Depois da entrevista com os responsáveis, começa a investigação com a própria criança: onde o processo trava, o que já funciona, como é a rotina de estudo e a relação com a escola.
O plano define quais habilidades trabalhar e com quais recursos. PEI e Panlexia são metodologias usadas dentro da psicopedagogia, esta última voltada à dislexia.
As sessões são individuais e acontecem online, por videochamada. A frequência é maior no início e pode passar a quinzenal conforme o trabalho avança.
Costuma acontecer depois do primeiro mês, quando a psicopedagoga já conhece a criança, e sempre com autorização dos responsáveis.
O plano é revisto com a família ao longo do processo. Quando necessário, uma reavaliação das habilidades trabalhadas verifica os ganhos e orienta os próximos passos, às vezes com um ou dois anos de intervalo.
Psicopedagogia nas cidades da região metropolitana
O acompanhamento psicopedagógico do CDIF atende famílias de toda a região, presencialmente na sede ou por videochamada. Veja como funciona em cada cidade.
A psicopedagogia do CDIF acompanha crianças e adolescentes em idade escolar, em sessões individuais de 45 minutos, uma a duas vezes por semana. Abaixo estão as dúvidas que mais aparecem antes da primeira conversa: o que a psicopedagoga faz, quando procurar, se ela dá laudo, o que levar e como funciona o atendimento online. As respostas são orientações gerais, e cada caso é acompanhado de forma individualizada.
É uma das queixas mais comuns no consultório. A diferença entre o que a criança demonstra oralmente e o que entrega por escrito é sinal de que algo trava na produção escrita, e é exatamente esse ponto que a investigação psicopedagógica procura localizar.
Não é obrigatório, mas ajuda: boletins, relatórios escolares, avaliações anteriores, laudos e cadernos que mostrem as dificuldades encurtam o caminho da investigação.
A psicopedagoga investiga como a pessoa aprende, identifica onde o processo trava e trabalha essas habilidades em sessões individuais. O foco é o processo de aprender - leitura, escrita, raciocínio, memória de trabalho e organização do estudo - e não o conteúdo da série escolar. O trabalho inclui orientação à família e, com autorização dos responsáveis, conversa com a escola.
Quando a dificuldade persiste apesar do esforço da criança e da família. Os sinais mais comuns são a escola apontar a mesma queixa em mais de um bimestre, o reforço escolar não mudar o quadro, a lição de casa virar conflito diário, ou o desempenho escrito ficar muito abaixo do que a criança demonstra saber falando. Também é comum a procura após um diagnóstico, como TDAH ou dislexia, quando a família não sabe o que fazer na escola.
A psicopedagoga trabalha o processo de aprendizagem: como a pessoa lê, escreve, calcula e organiza o estudo. A psicóloga trabalha o funcionamento emocional e o comportamento. Os dois acompanhamentos se complementam, e quando o sofrimento emocional é o que está por trás da queixa escolar, o caminho indicado é a psicologia infantil.
Não. O reforço escolar repete e treina o conteúdo que a escola já deu, geralmente por matéria e por série. A psicopedagogia atua sobre o processo por trás desse conteúdo: por que aquela criança não consolida o que estuda, onde a leitura ou o raciocínio travam, como ela organiza o tempo e o material. É comum a família chegar ao consultório justamente depois de tentar reforço sem mudança no quadro.
Não. A psicopedagoga elabora relatório e parecer psicopedagógico, documentos que descrevem o processo de aprendizagem e orientam escola e família. O diagnóstico formal de transtornos como dislexia, discalculia ou TDAH é uma conclusão médica e multiprofissional. Quando o caso pede investigação estruturada, o caminho é a avaliação psicopedagógica.
Não. No CDIF o foco é criança e adolescente em idade escolar, e a procura costuma aumentar a partir dos 6 anos, quando a alfabetização começa e a dificuldade fica visível. No ensino médio e na preparação para provas, o trabalho se concentra em organização dos estudos, planejamento, atenção, memória e funções executivas. Adulto com demanda de aprendizagem é atendido caso a caso, e é situação menos frequente.
A primeira conversa é com os responsáveis, para compreender a história do desenvolvimento, a escolaridade e as principais dificuldades. Ela costuma caber em uma sessão, e quando o caso pede marca-se uma segunda. Só depois começa o contato com a criança ou adolescente: nenhum plano é definido antes da investigação.
Não. A família pode procurar o CDIF diretamente. O encaminhamento de médico, professor ou de outro profissional ajuda a compreender o caso, mas não é exigência para iniciar o acompanhamento.
Se a família tiver em mãos, vale levar boletins, relatórios escolares, avaliações anteriores, laudos, cadernos e atividades que mostrem as dificuldades. Nada disso é obrigatório para começar, mas cada documento encurta o caminho da investigação.
Cada sessão dura 45 minutos, com frequência de uma a duas vezes por semana no início, podendo passar a quinzenal conforme o trabalho avança. Não existe número fechado de meses: a duração depende da natureza e da intensidade das dificuldades, do histórico escolar, de fatores emocionais e familiares e da participação da família e da escola. Na experiência da equipe, em média os primeiros sinais de evolução começam a aparecer por volta do primeiro trimestre de acompanhamento, o que varia bastante de um caso para outro. Em casos ligados a uma condição neurológica, o acompanhamento tende a ser contínuo ao longo do período escolar.
O encerramento é conversado com a família quando os objetivos definidos foram alcançados e o estudante apresenta mais autonomia. Quando necessário, uma reavaliação das habilidades trabalhadas verifica os ganhos e orienta os próximos passos, às vezes com um ou dois anos de intervalo.
O acompanhamento online é feito por videochamada e atende famílias de outras cidades, desde que o formato seja adequado à demanda. Com pré-adolescentes e adolescentes ele funciona bem; com crianças menores, o presencial oferece melhores condições de trabalho.